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segunda-feira, 18 de maio de 2015

TARAUACÁ: MOISÉS DINIZ - "DESAFIO É ALFABETIZAR 70 MIL PESSOAS NO ACRE EM 4 ANOS".

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O Sub Secretário de Educação do Acre, Professor Moisés Diniz esteve recentemente em Tarauacá participando do Fórum Municipal de Educação. Na oportunidade Moisés apresentou aos participantes do encontro uma síntese do programa que tem por objetivo tornar o Acre Território Livre do Analfabetismo.

Moisés também reuniu equipe do núcleo estadual de educação e concedeu entrevista à Rádio Comunitária Nova Era FM, onde falou sobre o programa.

ANALFABETISMO NO ACRE - De acordo com os dados apresentados, o analfabetismo ainda atinge 13,5% da população acreana, totalizando cerca de 70.000 pessoas com idade superior a 15 anos, espalhados nos 22 municípios. 

A distribuição do analfabetismo no território acreano se dá de maneira disforme, variando de acordo com a taxa de urbanização e percentual de população rural e indígena. Os municípios mais urbanizados reduziram a sua taxa de analfabetismo a uma média que varia entre 15 e 20% e os municípios com densa população rural e indígena ficam na casa de 25 a 30%. Outra informação que merece atenção diz respeito aos quantitativos de acreanos analfabetos, independente do percentual do município. Rio Branco, por exemplo, com apenas 6% de analfabetismo, detém cerca de 15 mil analfabetos, com idade superior a 15 anos. Os cinco maiores municípios (Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá e Feijó) concentram 56% do analfabetismo do Estado. Municípios pequenos, com densa população rural e indígena, apesar de terem quantitativos pequenos de analfabetos, apresentam altos índices. Citemos Porto Walter, como exemplo desse grupo. 30% de sua população, acima de 15 anos, é analfabeta, mas, representa apenas 1.600 pessoas. Isso significa dizer que, em determinadas regiões (de difícil acesso), o esforço para alfabetizar um acreano terá o custo financeiro e o esforço físico equivalente à alfabetização de 5 pessoas da zona urbana. São desafios para vencer na construção do presente plano.
"Um exemplo é analfabetismo em Tarauacá, que em 2000 era de 43%e em 2014 caiu para 28%. Em 1991, há 24 anos, o analfabetismo era de 64%. Cinco anos depois, em 1997, quando Jasone Silva-Moisés Diniz assumimos a prefeitura e a professora Francisca Aragão assumiu a SEMEC, havia 12 escolas em toda a zona rural do município. Construímos 110 escolas em quatro anos. Hoje são em média 6mil analfabetos no município0, sendo que 4 mil estão na zona rural", destacou Moisés.

No período de 2000 a 2015, o Governo do Estado desenvolveu ações intensas voltadas para o combate ao analfabetismo, saindo de 24,5% em 2000 para 13,5% em 2015. " Nesses 15 anos, reduzimos o analfabetismo a uma média de 0,7% ao ano, o que representou uma redução em torno de 45% do analfabetismo, anterior ao advento do governo da Frente Popular. Foram cerca de 70 mil pessoas alfabetizadas nesses últimos 15 anos, uma multidão de acreanos que mudou de vida, abraçou um novo mundo, de luz e de letras e se tornou verdadeiramente cidadão", disse Moisés. Faz-se necessário registrar que esses números são uma conquista inominável e digna de respeito, do trabalho de incansáveis profissionais, da Coordenação do Programa ALFA 100 e da Coordenação do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), apoiados por uma multidão carinhosa e dedicada de pessoas e instituições da sociedade civil organizada. "Antes de avançar, cabe a nós registrar a luta, a dedicação, a abnegação e o coração guerreiro dessas mulheres e desses homens, educadoras e educadores de corpo e de alma. A eles, a nossa homenagem e o nosso tributo", enfatizou..

O Governador Tião Viana conclama o seu povo e as suas organizações vivas a alfabetizar cerca de 70 mil pessoas em 4 anos, numa média de 3,4 % ao ano de redução do analfabetismo. "Agora precisamos fazer o trabalho mais exigente, não mais importante do que o anterior, porque vamos lutar para alfabetizar as pessoas de maior idade (que não veem mais na escrita uma porta de ascensão social e econômica) e populações tradicionais das regiões inóspitas. Vamos precisar de mais convencimento teórico e maior ousadia pedagógica para alfabetizar nas cidades e de mais recursos materiais e humanos para levar a luz das letras às regiões de difícil acesso", disse ele.

O programa tem por objetivo reduzir os índices de analfabetismo, no Estado do Acre que de acordo com dados do PNAD 2013 ainda é de 14,4%, aos padrões definidos pela UNESCO (menos de 4%), no período de 2015 a 2018.

Preparar em 2015 as bases para um grande Programa de Erradicação do Analfabetismo, com foco nos ano de 2016 e 2017, com o objetivo de alfabetizar  25 mil pessoas em 2016, 25 mil em 2017 e 7 mil pessoas em 2018, encerrando o programa e solicitando à UNESCO que declare o Acre Território Livre do analfabetismo.

"A ideia é trabalhar para viabilizar, em 2015, parceiros econômicos (empresas públicas e privadas, bancos, cooperativas e governos nacionais) para estruturar ações massivas de alfabetização para o biênio 2016-1017. Construir, em cada município, uma rede de aliados econômicos, que ajudem a viabilizar descontos na rede de comércio e de serviços e na aquisição de prêmios. Organizar 21 Comitês Municipais e uma Comissão Estadual do Compromisso Todos Pela Alfabetização de Jovens e Adultos", informou Moisés Diniz.

TARAUACÁ: SAÚDE E CIDADANIA NO BAIRRO DA PRAIA


Levar os serviços de saúde, cidadania e social da prefeitura de Tarauacá aos bairros, facilitando a vida dos moradores. Esse é um dos principais objetivos do programa Ação de Saúde e Cidadania na Comunidade, que além do atendimento médico leva também emissão de documentos pessoais, informação sobre programas e projetos da gestão municipal. O programa é realizado em parceria com diversas instituições do Estado e também órgãos federais.

No último sábado, 16 e domingo, 17, aconteceu mais uma edição da Ação de Saúde e Cidadania na Comunidade, o evento foi realizado na escola municipal Rilza Daniel, com os serviços de cidadania e social, já os serviços de saúde foram ofertados na Unidade de Saúde Maria da Luz. Moradores de outros bairros, como o Copacabana, Centro e Bairro Novo também foram beneficiados com a ação.

Além do atendimento médico, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, outros serviços como acompanhamento do Bolsa Família, emissão de carteira de trabalho, CPF e RG, vacinação, pré-natal, realização de exames preventivos e medicamentos também foram levados ao Senador Pompeu – Praia.

A comunidade aprovou a edição do programa. Dona Marli da Silva Kaxinawá, que é moradora da Praia e que aproveitou a oportunidade para levar os filhos para se consultar, fez questão de dizer que com os médicos indo até o bairro ela economiza tempo. “Achei muito bom”, disse.

Outra moradora que aprovou o programa Ação de Saúde e Cidadania na Comunidade foi a dona Luzanira Feitosa, de 34 anos, do bairro da Praia. Além do atendimento médico, ela conseguiu retirar a segunda via do CPF gratuitamente, sem precisar sair do bairro. “A prefeitura está de parabéns”, frisou.

O coordenador do programa Ação de Saúde e Cidadania na Comunidade, secretário de promoção social, Antônio Araujo, lembrou que todos os serviços médicos, sociais e de cidadania oferecidos nos postos de saúde e na secretaria de promoção social, também são ofertados aos moradores durante a ação, sendo esta uma maneira de aproximar a prefeitura da comunidade.

O Ação de Saúde e Cidadania na Comunidade conta com a participação de diversas secretarias e órgãos do município e tem as ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde e Promoção Social. O prefeito Rodrigo Damasceno e o vice Chagas Batista também acompanharam todas as ações nos bairros, com uma forma de ouvir os moradores e encontrar soluções para demandas apontadas pela comunidade.

O prefeito Rodrigo Damasceno acompanhou as atividades e falou da alegria de poder ver tantas benfeitorias se concretizarem em Tarauacá, fruto de um intenso trabalho da Administração, em parceria com o Governo Estadual e Federal que busca levar mais qualidade de vida à população. “Esse mutirão integra as ações que estão sendo feitas para auxiliar a população na recuperação do que foi perdido nas enchentes e resgatar suas auto-estimas. Os documentos são de extrema importância e todos os que foram perdidos devem ser refeitos”, afirma.

O Ação de Saúde e Cidadania no Bairro permite uma maior aproximação da Prefeitura com a comunidade, onde o prefeito, o vice e os secretários municipais têm a oportunidade de ouvir os anseios, críticas e sugestões da população para tornar mais efetivo o serviço prestado ao cidadão. Quero agradecer a todos que vêm se empenhando para que este projeto saia impecável”, ressaltou o vice-prefeito, Chagas Batista.

Da Assecom

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