Justiça mandou cantor prestar serviços comunitários e pagar multa.
Eventos em Brasília foram superfaturados, segundo Ministério Público.
Depois de o Tribunal de Justiça condenar o cantor Zeca Pagodinho a três anos de reclusão em regime aberto por fraude na contratação de um show de Brasília, o Ministério Público entrou com recurso e pediu que o músico também seja condenado por peculato – quando um funcionário público ou uma pessoa que age junto a um funcionário público desvia bens do governo. O contrato foi feito pela extinta Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) em 2008, sem licitação.
Por e-mail, assessoria de imprensa do artista disse que ainda não havia sido comunicada sobre o recurso e que procuraria a defesa de Zeca Pagodinho para saber o que pode ser feito e poder se posicionar. A decisão do TJ saiu no dia 19 de novembro. A pena dele foi substituída por duas penas restritivas de direitos e multa.
Questionado a respeito da condenação, omúsico disse ver "preconceito". "Me perguntaram por que eu não posso me apresentar em Brasília. E se me perguntarem por que o meu show é caro, é porque o meu show é bom e paga quem quiser. Eu jamais posso me enquadrar como fraudulento. Isso jamais."
Além do artista, também foram condenadas outras quatro pessoas das empresas responsáveis pela produção e pela contratação do show. De acordo com o Ministério Público, todos deixaram de cumprir "formalidades pertinentes à inexigibilidade de licitação" em shows de dois eventos. O primeiro foi a Expoagro, realizada em 18 de abril de 2008, e o segundo foi o aniversário de Brasília, comemorado no dia 21 de abril do mesmo ano.

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